Caralhão intergaláctico

Certa vez, foi-me dito por uma garota com quem eu dividia um cigarrinho maroto na calçada: “cara, existem apenas dois tipos de problemas no mundo; os meus e os que não são da minha conta”.
Lembro-me disso agora pois uma amiga minha tem sido assediada por um bolha, um babaca.
No começo, O Bolha comentava babaquices no blog dela. A meu ver, coisa de internet. Atrás de um teclado todo mundo tem pica grande. Ocorre que as babaquices foram ficando agressivas, sem motivo nenhum. Depois O Bolha revolveu avançar sua doente obra para a taradice e perseguição. Descobriu informações a respeito da família da garota, telefones, endereços, nomes.
Então, veja você, resolveu viajar para fazê-la uma visita.
Bateu na casa dela, em uma manhã em que minha amiga estava fora, e a família dela, sem saber ao certo o que O Bolha fazia ali, convidou-o a entrar e ouviu dele sandice qualquer de que sua presença tinha o objetivo de salvar a vida da pequena, antevendo nas entrelinhas de um texto postado no blog dela, segundo O Bolha, uma tentativa de suicídio, cujo conteúdo era uma mortífera... depilação pubiana (?).
Tal intento maníaco acabou em chamada de polícia, crise nervosa, medo.
A garota e a família dela entraram em contato com os pais d’O Bolha, informaram-nos da perseguição e das ameaças. Estes, por sua vez, passaram a mão na cabeça d’O Bolha, sem que recriminação séria, à igual medida da seriedade do pernosticismo, fosse tomada.
E a coisa toda não cessou. O Bolha continuou (e continua) na ativa, com suas babaquices e seu caralhão virtual.
Até eu, recentemente, li uns desaforos por e-mail, vindos de um fulando de uma editora carioca. Mas é outra história, espero que liquidada. A internet e seus machões cheios de adjetivos zangados nas pontas dos dedos.
Sem querer me alongar demais, deixo aqui o link para o blog da pequena Sunflower, Jana Lisboa, para mais detalhes desse causo real, maluco e triste.
É uma merda ver esse tipo de coisa acontecer com pessoas legais. Não conseguiria colocar isso na categoria 2 dos problemas: aqueles que não me interessam. Precisava relatar isso por essas bandas.
Ademais, O Bolha já passou por aqui algumas vezes. Comentava em algumas postagens. Então, se estiver lendo isto, essa é pra você. Acorde para a vida, rapaz. Vire homem.
Força, pequena.
  1. E eu aqui pensando que gente com essa tamanha falta do que fazer não existisse mais...

  1. Pôxa, Fabrício, valeu mesmo por ter divulgado aqui.

    Obrigada e beijos.

  1. Tenho pena desse cara.
    Um saco cheio de fezes.


    E a canalhice continua. Já passei por situações parecidas. E é incrivelmente desconfortante. Força guria.

    "ce ne sont pas mes gestes que j escris; c'est moi, c'est mon essence." Montaigne.

    - Fabrício, continuo aqui, mera espectadora.


    Lolita

  1. Gente pequena que se esconde atrás de um monitor, dedos rápidos, mente ácida - sem coração, sem senso.

    Um beijo

  1. Uma merda, isso. Fiquei de cara com essa história.

  1. Ele comenta no meu blog, e eu comento no dele. É um belo escritor. Espero que ele sossegue dessa idéia, e foque em escrever.

  1. Também tive um problema parecido. A diferença é que o cara não mostrou as fuças... Sua covardia não o deixou render frutos podres. Ainda bem...

    Isso é caso de polícia, mesmo.

 
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