Tudo novo de novo e os robôs

Com a desculpinha de HTLMador tosco que sou, apresento um novo template beta, cuja finalização vai depender do abandono da preguiça que me persegue. E nestas verdânicas linhas o plano é fugir um pouco da ficção comum a essas bandas de cá, por tantos anos, para um formato de indicações e críticas de cinema, música, literatura e internet aqui e acolá e o que mais vier à telha.
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Sendo nada melhor para começar do que começando, lá vai o que tem me lembrado uma saudosa fase Na Geral com Beto Hora, Zé Paulo e Lélio Teixeira nos 107,3 MHz, a rádio Brasil 2000 de São Paulo, pregado na frente das caixas de som ou com os fones cravados nos ouvidos e rindo bestamente em lugares públicos: o Matando Robôs Gigantes.

Rito habitual aos amantes de podcasts recém descobertos é começar com o episódio da página inicial do site e ouvir suas edições inversamente, por horas e horas, até chegar ao arquivo gênese. É nessa onda que estou com Affonso Solano, Diogo Braga e Roberto Duque Estrada no podcast Matando Robôs Gigantes, o MRG.
O nome tem origem num run to the hills amoroso de Rodrigo Cardoso, participante do início da empreitada. Reunido com os comparsas de cast, durante uma partida do game de RPG Xenogears, a respectiva de Cardoso o telefonou, incapaz de entender que uma batalha apocalíptica masculina não pode ser interrompida com listas de compras, e Cardoso, sabiamente, evadiu-se da arguição e do ataque da adversária que lhe infringia um “Mas o que que você tá fazendo, Rodrigo?!” com o que veio a ser uma filosofia de vida e o que originou o nome do site: “Estou matando um robô gigante”.
Pelos trinta ou quarenta minutos de duração de cada episódio, a editora de som dona Creusa, alter ego e bode expiatório dos participantes, constrói uma edição genial de vírgulas sonoras retiradas de frases do cinema e da tevê. Dona Creusa também é a culpada pelas aberturas dos episódios, nas quais os integrantes parodiam músicas consagradas pela cultura pop.
Embalados por dona Creusa, aberturas musicais, vírgulas sonoras e pegadinhas de vergolha alheia no “Momento Sônia Braga”, Affonso Solano, Diogo Braga e Roberto Duque Estrada excretam, como eles dizem, suas opiniões fecais sobre o universo de quadrinhos, cinema e games.
Ao ouvinte, o interesse nos assuntos é imediato, mesmo se você, como eu, não manjar patavinas de quadrinhos ou videogames. Os caras conseguem conduzir os episódios com propriedade no tema, uma excelente abordagem de pauta e humor a foder.
Relembrando bons tempos de rádio da minha fase púbere, MRG.

