Sopa, maconha, Pico do Jaraguá
Olha eu aqui. O monitor que uso tem manchas que enganam ser vírgulas e pontos, natureza que só percebo quando tento deletar tais manchas. Chove, muito, como todo começo de ano. Os boletins meteorológicos dizem que neste ano está chovendo mais do que o esperado, e assim disseram ano passado, e o anterior, e o que veio antes. Temos a impressão de o setor meteorológico nunca perder o otimismo, quando o assunto é começo de ano e chuva.
Não sei por que voltei a escrever no blogue. Ou se voltei. Esse negócio de blogue ainda deve existir. Devem existir leitores. Até autores, com muita sorte. Não lembro mais como usar isso. Vou escrevendo e pensando por que dessa coisa toda. Quero voltar a entender o processo de escrita. A literatura me escapa, da leitura à criação. Me parece inútil e tolo, como qualquer outro trabalho manual. O que se pode fazer? As palavras aparecem, minha sensibilidade também é inútil, porém, no fim das contas, não consigo bloqueá-la. É a ferida no céu da boca que fecharia se eu parasse de passar a língua nela. Mas não consigo parar. Resta sentar a bunda e lapidar.
Fêmeas vêm à cabeça, às pontas dos dedos. Se falo sobre mulheres, volto à nata desses últimos cinco anos de postagens em fabricioromano.blogspot.com. Então falemos de mulheres.
Esta é Abarella, na luta contra a implementação do Sopa:
Apesar das tatuagens, Abarella não faz meu tipo, beleza asséptica demais, ariana demais. A imagem surgiu de uma das atualizações do Suicidegirls, um sítio de alt porn bem do decente. A moça é contra o Sopa. Sopa são as siglas de "Stop Online Piracy Act", um projeto de lei norte-americano que não vai dar certo. Suicidegirls dá certo. Atua contra o controle de liberdade na internet e ensina a enrolar baseado de modo sôfrego, embora paudurecente:
A seminudez chocha de Abarella perde para o bolar de baseado. Sopa perde para o assunto tetrahidrocanabinol.
A primeira vez que fumei baseado foi tão idiota quanto todas as outras. Por horas, andamos, cinco regueiros e duas garotas masculinas, pela linha do trem da zona oeste até o Pico do Jaraguá, um elevado de mato e terra desgraçado pelos Deuses; ponto culminante da capital no qual os paulistanos oestinianos são obrigados a trilhar com os pais na infância e, mais tarde, com os amigos de colégio, para passar mal e fumar maconha.
Talvez eu estivesse tão cansado de andar que a maconha simplesmente não fez efeito. As sofridas horas anteriores seguiram por outras terríveis horas na caminhada de volta. A entrada da trilha ficava longe o suficiente para querermos pular as grades que cerceavam a porra toda. Assim perdi parte do meu tênis. Assim fui pra casa arrastando o pé para não abandonar o calçado. Foi um dos dias mais idiotas da minha vida.
A maioria das minhas ex-namoradas fumava (ou fuma) maconha. Desisti de acompanhar o ritmo. Tenho muitas ex-namoradas.
Sobre ex, a poeta Ana Elisa Ribeiro emplaca: "Não me demoro/deitada em peito algum/ Nem espalho/em qualquer corpo/minha anca de metro". E compara o findo enlace a bebericar café requentado, no Digestivo Cultural. Não concordo com a comparação trágica da Ana, mas seu texto compete força. Aqui está, o escrevinhado.
Não sei como avançar a postagem. Nem como liquidá-la. De fato, escrevi novamente, depois de um ou dois anos. Pela manhã, aprendi a usar um pouco mais o Twitter. Lá, descobri menções a mim, feitas em janeiro de 2011 e fim de 2010. Penso se cabe responder. Não deve caber. Fechemos com ucranianas nuas:
Não sei por que voltei a escrever no blogue. Ou se voltei. Esse negócio de blogue ainda deve existir. Devem existir leitores. Até autores, com muita sorte. Não lembro mais como usar isso. Vou escrevendo e pensando por que dessa coisa toda. Quero voltar a entender o processo de escrita. A literatura me escapa, da leitura à criação. Me parece inútil e tolo, como qualquer outro trabalho manual. O que se pode fazer? As palavras aparecem, minha sensibilidade também é inútil, porém, no fim das contas, não consigo bloqueá-la. É a ferida no céu da boca que fecharia se eu parasse de passar a língua nela. Mas não consigo parar. Resta sentar a bunda e lapidar.
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Fêmeas vêm à cabeça, às pontas dos dedos. Se falo sobre mulheres, volto à nata desses últimos cinco anos de postagens em fabricioromano.blogspot.com. Então falemos de mulheres.
Esta é Abarella, na luta contra a implementação do Sopa:
Apesar das tatuagens, Abarella não faz meu tipo, beleza asséptica demais, ariana demais. A imagem surgiu de uma das atualizações do Suicidegirls, um sítio de alt porn bem do decente. A moça é contra o Sopa. Sopa são as siglas de "Stop Online Piracy Act", um projeto de lei norte-americano que não vai dar certo. Suicidegirls dá certo. Atua contra o controle de liberdade na internet e ensina a enrolar baseado de modo sôfrego, embora paudurecente:
A seminudez chocha de Abarella perde para o bolar de baseado. Sopa perde para o assunto tetrahidrocanabinol.
A primeira vez que fumei baseado foi tão idiota quanto todas as outras. Por horas, andamos, cinco regueiros e duas garotas masculinas, pela linha do trem da zona oeste até o Pico do Jaraguá, um elevado de mato e terra desgraçado pelos Deuses; ponto culminante da capital no qual os paulistanos oestinianos são obrigados a trilhar com os pais na infância e, mais tarde, com os amigos de colégio, para passar mal e fumar maconha.
Talvez eu estivesse tão cansado de andar que a maconha simplesmente não fez efeito. As sofridas horas anteriores seguiram por outras terríveis horas na caminhada de volta. A entrada da trilha ficava longe o suficiente para querermos pular as grades que cerceavam a porra toda. Assim perdi parte do meu tênis. Assim fui pra casa arrastando o pé para não abandonar o calçado. Foi um dos dias mais idiotas da minha vida.
A maioria das minhas ex-namoradas fumava (ou fuma) maconha. Desisti de acompanhar o ritmo. Tenho muitas ex-namoradas.
Sobre ex, a poeta Ana Elisa Ribeiro emplaca: "Não me demoro/deitada em peito algum/ Nem espalho/em qualquer corpo/minha anca de metro". E compara o findo enlace a bebericar café requentado, no Digestivo Cultural. Não concordo com a comparação trágica da Ana, mas seu texto compete força. Aqui está, o escrevinhado.
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Não sei como avançar a postagem. Nem como liquidá-la. De fato, escrevi novamente, depois de um ou dois anos. Pela manhã, aprendi a usar um pouco mais o Twitter. Lá, descobri menções a mim, feitas em janeiro de 2011 e fim de 2010. Penso se cabe responder. Não deve caber. Fechemos com ucranianas nuas:
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